Mulheres e o mercado de trabalho

No mês de março, celebramos o Dia das Mulheres. 

Muitas mulheres ainda não conseguem ser recompensadas e tratadas como os homens mesmo estando no século XXI. 

Por isso, é muito importante reforçamos alguns pontos básicos neste artigo:

É fato que a mulher sempre foi e ainda é vista como a principal responsável por sua casa (tarefas domésticas, cuidar do filho…) e mesmo trabalhando fora, ao chegar em casa, ela ainda assume os principais papéis e responsabilidades.

Também é fato que a presença da mulher no mercado está aumentando, se tornando mais forte, as mulheres vêm conquistando o seu reconhecimento, mas ainda temos um longo caminho pela frente.

Segundo dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) 2019, a população brasileira é composta por 51,8% de mulheres. A imagem abaixo mostra, em números, as diferenças que ainda enfrentamos quando o assunto é mercado e carga de trabalho:

A pandemia ainda contribuiu para diminuir o número de mulheres inseridas no mercado de trabalho, isso porque as áreas em que a presença da mulher era mais forte foram as mais afetadas e porque, como já mencionado anteriormente, a responsabilidade pelos filhos e pela casa ainda é maior para as mulheres.

Trazendo esses fatos para o mercado da tradução, apenas 28,7% dos livros traduzidos para o inglês, desde 2008, foram escritos por mulheres. Nas últimas duas décadas, apenas três mulheres ganharam o PEN Translation Prize, uma premiação americana anual que avalia as traduções literárias feitas para o inglês. Podemos então pensar que o mercado de tradução não é dominado por mulheres, não é mesmo? Errado! Não há números exatos, mas mais da metade das pessoas que atuam na área de tradução são mulheres, sejam tradutoras, gerentes de projetos, terminologistas…

As mulheres têm características que são perfeitas para a área da tradução: se adaptam facilmente (conseguindo traduzir áreas distintas); são boas em trabalhar em equipe; têm habilidades comunicativas que criam uma boa ponte entre elas e as gerentes de projeto; têm facilidade de gerenciar mais de uma coisa ao mesmo tempo.

Já o trabalho de tradutora freelancer oferece a flexibilidade necessária para as mulheres que precisam executar outras atividades, e o pagamento no valor da palavra é feito com base em qualidade e performance, não há distinção de gênero.

Apesar de ainda brigarmos por equidade em algumas frentes, o mercado de tradução tem evoluído e oferecido um cenário mais justo para as mulheres. Assim como deveria acontecer em todas as outras áreas, a cobrança e a remuneração são baseadas no resultado do trabalho entregue.

Por ainda enfrentarmos um cenário de desigualdade e discriminação, a luta é necessária, é importante mostrarmos os números, e não é apenas das mulheres, a conscientização precisa acontecer com a sociedade no geral.

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